domingo, 15 de abril de 2012

SOS MEDICINA UNIRG

Gurupi, 15 de Abril de 2012.

MEDICINA: ANTES UM SONHO. HOJE NEM DURMO!

Ei você, acadêmico de medicina do Centro Universitário UnirG, tudo bem? Como está seu dia? Como está se sentindo hoje? Vou tentar adivinhar uma coisa: seu sonho é daqui alguns anos colar grau, formar-se e pegar o diploma, dar entrada no CRM e poder exercer sua linda profissão de médico – salvar vidas. Acertei? Pois bem... Sabia que seu sonho pode estar indo por água abaixo? Que você pode estar simplesmente tendo alucinações visuais e auditivas, quase um quadro esquizofrênico em relação a estar aprendendo medicina e que, no final das contas, medicina não passa de um sonho? Então “chega aí, vamos conversar!”.
Creio que pague sua mensalidade regularmente, assista com frequência às aulas, que tenha uma rotina de estudos. Parabéns! Mas enquanto isso, o caos se instala na instituição de forma que todos, do primeiro ao décimo segundo período, estão ameaçados de não conseguirem concluir sua formação. Por quê? Porque, primeiramente, os internatos estão todos irregulares (o que é um problema crônico) no que tange seu pagamento, o que prejudica seu normal funcionamento.
O internato no hospital do Santa Marcelina, um local referência no atendimento especializado e terciário, sede de residência de todas as especialidades, foi cancelado há quase um mês devido a falta de pagamento, o qual gira em torno de trezentos mil reais. Parte dessa dívida foi paga, porém ainda restam R$230.000,00 para serem negociados e pagos. Sem esse acerto, o hospital se negou a receber novos alunos para o semestre de 2012/2.
Já em Salvador, onde são oferecidas uma média de 6 a 9 vagas por semestre, a UnirG tem uma dívida de também quase R$300.000,00, sendo que está em pendência desde novembro de 2009. Os alunos que lá estão foram ameaçados de terem que retornar a Gurupi se o pagamento não for efetuado e que também as vagas para 2012/2 não serão oferecidas caso não se resolva o problema.
Nas demais localidades de internato: Goiânia, Limeira e Gurupi, a faculdade está devendo os meses de março e abril de 2012, sendo que o pagamento de fevereiro fora efetuado no início deste mês. Caso as pendências não sejam negociadas e quitadas, as ameaças de Gurupi e Goiânia é de que as atividades serão encerradas até segunda ordem.
“Mas eu sou do primeiro período, ou do terceiro... O que eu tenho a ver com isso?” Você é tão importante e tão prejudicado quanto as pessoas do sétimo e oitavo período, porque é só questão de tempo para que você esteja também no quarto ano de medicina, à espera do internato. Muito tem se falado nos corredores, todos estão sabendo do que acontece, porém ninguém age como se algo realmente estivesse acontecendo. Se era por falta de esclarecimento, esse problema será sanado, porque nesta segunda (16/04/12) a comissão estabelecida para resolver toda a problemática, composta pelos representantes de cada período, passará de sala em sala para dar detalhes da situação e para responder a duvidas.
Tudo isso será feito para que todos estejam esclarecidos e cientes do que realmente acontece na instituição e que tenhamos o apoio de todos no movimento que será realizado na quarta-feira (18/04/12) a partir das 13h.
Se você sonha então em ser um médico formado pela UnirG, melhor participar avidamente de todas as reuniões e dar a cara a tapa para o que der e vier, porque se não unirmos força e tentar sanar o problema, o que era um sonho para você pode se tornar (e não está muito longe disso) seu pior pesadelo. Porque enquanto estamos lutando, passando dificuldades e incertos quanto ao nosso futuro, nossos pais depositam mensalmente uma quantia de dinheiro achando que seus filhos estão fazendo um curso de medicina e se tornando cada vez mais aptos para exercerem suas profissões. Não vamos dar esse desgosto a eles, vamos fazer valer a pena!
Façamos da medicina na UnirG algo do qual nos orgulhemos e não algo que nos faz tirar o sono, perder nossa sanidade!! Juntos por uma medicina digna.

“Era uma vez, uma faculdade localizada na região sul do estado do Tocantins, que oferecia a possibilidade de realização do sonho de muitos: o curso de Medicina. Muitos alunos prestam seu vestibular, passam e são felizes – acreditam que daqui seis anos estarão aptos a praticar uma medicina de excelência, pois pagam corretamente suas mensalidades, frequentam suas aulas na expectativa de aprenderem e seus pais fazem questão de pegar filas em bancos para contar que seu/sua filho(a) será o(a) doutor(a) da família. Mas nem tudo são flores...” (#Medicina – você está fazendo isso errado.)

Cleuber Gea Martins Filho
Representante do 8 período
(Em nome do Grupo de Representantes de Medicina)

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